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Ãm? Aaaaaa… 2013!

19 dez

Gente, estou em dívida com vocês que sempre acompanham o blog, mas tirei um tempinho pra fechar 2013 com algumas delicadezas que o ano me proporcionou. Então, decidi pontuar essa declaração do SER materno que me toma:

1. 2013. Não começou fácil e ninguém disse que seria, apesar da novela mostrar as mães super arrumadas, em saltos tamanho 15, com maquiagem até no calcanhar e massagistas à disposição.

2. Choradeira. Foi tempo de desmame, escolha da escola, adaptação na escola (minha e dela, mais minha na verdade), volta ao trabalho, adaptação da volta ao trabalho e a incrível capacidade de pensar em mil coisas ao mesmo tempo e esquecê-las em segundos.

3. Ãm? Nunca precisei tanto de uma agenda como preciso hoje. Memória por aqui parece bola de sabão (brinquedo preferido da julinha) aparece linda e quando você vai tocar já sumiu!!!

4. Fase dos dentes. Aquela babaceira, esfrega esfrega, frutinhas geladas, perda de apetite, febre, noites agitadas e agora lá vem a pontinha de cada molar. E você se pega radiante ao ver a evolução da sua cria nem que isso te custe toda paciência do mundo e uma mordida no braço.

5. Aaaaa, as palavras. Aqui em casa tem dias que a Jú parece um papagaio. “Mamãe” até desisto de contar porque não dou conta de acompanhar. Às vezes acho que ela só sabe meu nome. Aí vem o papai, tati, bubi (bruna), bia, vovó, vovô, boboeta (borboleta), auau, tinhamUUUU, cacaco (macaco), beão (leão)… até chegar no famoso “papaiel” (Papai Noel) e outras que só a gente entende.

6. Agora inventou de formar frases (de duas palavras) e cantar. Não, não exite mais nada nesse mundo que seja tão lindo como a voz de uma criança, tão suave quanto seu tom, nem tão irradiante quanto sua delicadeza. Eu fico sem ar.

7. Cheiro. Sim, ela me pede pra dormir em nossa cama toda noite, pontualmente 3h da manhã. Eu levo. Quando não faço isso pra eu dormir mais à la vonté, sinto saudade. Criação com apego, a gente vê por aqui!

8. O primeiro passo. Esse foi eletrizante! Meu Deus como somos ansiosas. Não usei andador e deixei minha filha em seu próprio tempo. Assim como o primeiro homem a pisar na Lua em 69 ganhou repercussão, a Júlia deveria ter o mesmo mérito por ser a primeira criança a pisar no meu coração. Que fique claro que o sentido pisar não é o de machucar, mas toda mãe sabe o tantooooo de aflições que sofremos quando começam a caminhar. São kamikazes.

9. Doces e travessuras. Ela é o doce mais açucarado que você pode imaginar. Ela adora beijos, abraços, mãos dadas, conchinha, colo, rosto colado. No banho faz questão de passar o creme no meu cabelo e só por isso é diversão garantida.

10. Ritmo. Dança de um jeito que abaixo o queixo e viro a cabeça pro lado, só namorando aquele instante. Ela faz a sua dança. Estende os braços, balança o ombro, roda a saia e por fim se abaixa. A música termina e ela se aplaude! Tem dias que não sei quem está mais empolgado. Parecemos artistas e o público somos nós. Eu, papai e Julinha. E tenho certeza que somos o público preferido dela. E eu a fã número 1.

Por fim. Tem mais, bem mais. Mais detalhes, mais saudade, mais gosto, mais cabelo crescendo, mais limites, mais chamego, mais manhas, mais sol, mais música, mais história, mais vontade, mais independência, mais amor.

Eu só posso dizer que ainda não sei o que são noites inteiras de sono. Que dar limites também cansa e que apesar de tudo o que nós, mães, passamos com nossos filhos, na alegria e na doença, nas novidades e surpresas, tudo é recompensado com aqueles olhos brilhantes e cheios de vida ansiosos por nosso colo e um longo passeio no parque, com direito a sorvete de casquinha, melado no cabelo e roupa lambuzada.

De todos os amores esse é o que me toma, sufoca e transborda. E confirmo que a melhor parte da minha história começou a partir de 14.04.2012. A minha verdadeira herança.

Feliz Papaiel!!!!!

vida

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Não bato, mas grito!

18 mar

Amigas e amigos, depois de meeeeses sem postar, voltei! Tb voltei com tudo ao trabalho, mantendo minhas atividades de casa, meu bebê, marido e tudo mais! Dá pra entender pq demorei a postar né?

Volto com essa matéria que achei sensacional da revista Crescer sobre atitudes que podem prejudicar os filhos eternamente:

O GRITO: É um tipo de abuso que não deixa vestígios físicos visíveis. No entanto, danifica a autoestima da criança. 

Não bato, mas grito. Para o psicólogo espanhol Guillermo Ballenato, autor do livro Educar Sin Gritar(Educar Sem Gritar, ainda sem previsão de lançamento aqui no Brasil), a reação dos pais focada em gritos virou uma forma de os pais se comunicarem com os filhos, e isso apenas danifica a autoestima da criança. Leia abaixo a entrevista exclusiva para CRESCER:

CRESCER: Quais são os valores básicos da educação?

Guilhermo Ballenato: Em uma sociedade tão complexa e competitiva, a educação com base nos valores tem um papel essencial, porque são os pilares que permitem que o ser humano viva em sociedade. Os três considerados por mim fundamentais são justiça, respeito e solidariedade. Esses três fazem com que o desenvolvimento da criança seja mais equilibrado, dá mais confiança para elas e legitima a autoridade dos pais e educadores. Outro ponto importante é o diálogo com a criança com base na escuta e na sinceridade. Uma relação afetiva garante segurança, permite a troca emocional e enriquece.

C.: E como os pais podem demonstrar autoridade?

G.B.: A autoridade deve ser reconhecida baseada no exemplo, no diálogo e no reconhecimento, não no castigo ou nas críticas. Por isso que eu digo que a tarefa de educar é um desafio estimulante que ainda está para ser descoberto por muitas pessoas, especialmente os pais, educadores.

C.: Você acredita que o grito virou a nova surra? Por que isso é um problema?

G.B.: Os gritos tornaram-se, infelizmente, uma forma bastante comum de “educar” as crianças. É um sintoma de insatisfação consigo mesmo e o reflexo de uma sociedade. Por isso, é tão urgente rever as nossas prioridades, sejam elas o trabalho, bens materiais, família… Contribuir para uma sociedade melhor, mais justa, mais solidária deve ser a missão de uma vida inteira e a educação é a maneira ideal de fazer isso. Quem não tem tempo para gastar com seus filhos enquanto eles são jovens deve saber que os anos não vão voltar e não podemos recuperá-los. Os gritos são um mau exemplo e a conduta de vida do adulto educa tanto ou mais que a palavra. Alguns pais usam o grito como uma rotina para se comunicar com as crianças. Isso é um tipo de abuso que tem consequências.

C.: Como o que, por exemplo?

G.B.: Os pais gritam por falta de paciência, pela sensação de impotência, pelo medo de perder a autoridade, porque eles sentem a distância psicológica apesar da proximidade física com a criança. Só que os gritos fazem com que percamos a autoridade. Se tivermos a razão, perdemos pela má educação. É um tipo de abuso que não deixa vestígios físicos visíveis. No entanto, danifica a autoestima da criança. E muitos pais acabam se sentindo culpados. Devemos acreditar que é possível educar sem gritos. Para fazer isso, temos de desenvolver nosso autocontrole. Não podemos ensinar as crianças a controlar suas emoções, se nós próprios não somos capazes disso.

 C.: Os pais se sentem culpados por não passarem o dia todo com os filhos por conta do trabalho. No entanto, também estão mais cansados e explodem com mais facilidade. Como administrar tudo isso?

G.B.: Vivemos em uma sociedade com muitos pais exaustos e crianças que se sentem sozinhas. Para amenizar essa situação, é necessário criar algumas estratégias para não acabar gritando com as crianças nos momentos mais tensos do dia. E devem ser adaptadas caso a caso. Volto a dizer que, para algumas famílias, talvez a saída seja melhorar a comunicação para prevenir e resolver conflitos. E isso requer paciência e exige coerência no que se diz às crianças. Os pais devem mostrar autocontrole, exercitar a paciência, aprender a contar até dez antes de falar, ouvir sem interromper, evitar dar sermões… Parece, mas não é complicado. E os efeitos são tão benéficos que vale a pena colocá-los em prática. Outro ponto que conta muito é o nível de satisfação pessoal dos pais. Pais mais felizes tendem a transmitir esse bem estar nas relações com os filhos.

C.: Como agir para garantir uma educação de sucesso?

G.B.: Devemos usar a empatia, senso comum e o diálogo. Buscar a razão e explicar, mas também ouvir e ser flexível. Essa história de que rotina estraga é mentira. Criança precisa de regras, elas são necessárias para a convivência e devem ser estabelecidas desde o início e fazê-las respeitar. Muitas crianças estão pedindo para ter regras claras. A falta de normas gera confusão e insegurança nas crianças. No futuro, eles vão viver em uma sociedade que exige o cumprimento das leis e precisam se acostumar! O mais importante é que devem ter sentido e devem ser proporcionais, não definidas de forma arbitrária. A flexibilidade na exigência do cumprimento deve ser gradual. Inicialmente, é melhor ser rigoroso, coerente e consistente.

ain q dó

foto de banco de imagens, q dó né?

Espero que tenham gostado, bjooos!!!

Surpreendente – A riqueza da simplicidade!

15 jun

Esse vídeo comoveu o mundo. Eu confesso que chorei. Um dos maiores exemplos de educação e valores refletidos na atitude de uma criança. A riqueza da simplicidade!

O vídeo que bombou na internet a pouco tempo, virou comercial! Eu fico aqui re-assistindo e desejando que o mundo todo também perceba no olhar e gesto de Lily a alegria na simplicidade e o valor de uma atitude acima do bem material.

Bjos a todas as famílias!!!

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