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Dois anos de uma estrada chamada maternidade onde o início é o inesperado e o caminho é a descoberta.

9 abr

Há dois anos eu estava com uma barriga enorme, completando quase 34 semanas de gestação. Segundo os médicos tudo o que eu sentia era normal. As dores, os chutes, o mal estar, falta de ar, dor no peito… tudo por estar entrando no oitavo mês. “Algumas mães ganham depois de 40 semanas, é assim mesmo, força…” Mas como dizem que nosso instinto não erra, não aguentei, fui para maternidade no dia em que eu completava exatas 34 semanas. E…

Juju nasceu! Fiz uma cesárea de emergência e até agora não consigo lembrar de uma dorzinha que senti no pós parto. A vida dela já me tomava por completo. Nada em mim doía tanto quanto não poder segurá-la, vê-la presas aos fios, soros ou ir para casa sozinha. Quem acompanha esse blog e me conhece, já ouviu/leu essa história. E faço questão de falar que a prematuridade mexe comigo até hoje, mas também sei que isso me fortaleceu além do que eu esperava.

Hoje uma cólica é só uma cólica, não caio de cama. Enxaquecas ou  viroses? Já vomitei por horas e nos intervalos dava de mamar como se nada tivesse acontecido. Picuinhas então… nem se fala! OK ok! Mas é que a maternidade gerou em mim uma força extraordinária. A vontade de lutar, de querer ser um bom exemplo, de me tornar melhor a cada dia, de me fazer acompanhar o canto dos pássaros às 5h da madruga, ver o pôr do sol. Tudo brilha mais agora. Eu nasci para ser mãe.

E, caramba! Fiquei um tempão pensando em como escreveria sobre os dois anos da Juju. E quer saber? É difícil. Não só pelo amor transbordante que me toma, mas porque ela é envolta de mil delicadezas. Sorri inesperadamente com uma doçura incontestável. Seus olhos brilham e iluminam mais do que as estrelas ou a lua cheia. Ela é incrivelmente hipnotizante. O tom do seu cabelo castanho com fios cor de mel, tão liso e tão viradinho nas pontas. Suas mãozinhas oferecem o carinho mais delicado e gostoso que já senti. Enfim, eu não pararia mais de falar todos os detalhes…

Ela já passou por algumas fases, está entrando agora no famoso “terrible two”. E quer saber? Pode entrar! Vem com tudo Juju!!!

Agora, em pleno desenvolvimento, está difícil para ela aceitar uns “nãos”. E quem gosta? Está na fase da manha. Chora fácil, principalmente quando quer algo que não pode ter. Já andou batendo os pés e provavelmente baterá mais algumas vezes. Tudo bem, sou do tipo que deixo a criança extravasar e dane-se quem ficar constrangida por isso. Ela ainda está aprendendo e precisa entender também que pode e DEVE sim colocar pra fora sua frustração.

O mais importante é que nesses dois anos uma das coisas que aprendi foi a desencanar com tantos palpites e criar um recipiente, pequeno, para doses de paciência. No que se refere à educação, rotina, amor, manias, etc… uso uma pequena dosagem de paciência quando tentam me falar como fazer algo totalmente inviável e fora do nosso contexto familiar, ou apenas pra palpitar mesmo porque mal sabe como funciona nossa rotina. Outra coisa que me fez crescer e perceber como meus pais são incríveis. Como eles tiveram paciência, amor e habilidade para me criar. Como souberam me amar. Como, em meio há tantos percalços, eles jamais me deixaram (isso inclui minha irmã) sentir só ou desamparada. Como eu os amo e como esse amor se transformou em mim, para algo muito maior e infinitamente intangível.

Juju trouxe muitas coisas maravilhosas para minha vida, do meu amor Rafa e de nossas famílias. Os avós são um bando de babões amorosos. Ela tem uma sorte incrível de tê-los por perto. E amo saber que ela crescerá sentindo prazer em estar com eles. Isso é um presente divino.

Aaa e esses dois anos, cada palavra nova que a Juju diz, cada soneca gostosa, cada dança, cada demonstração do que gosta ou não, na independência de querer tirar seu tênis sozinha, tentar se vestir, lavar seus cabelos, contar histórinhas de livros, cantar, pedir o que quer, tentar expressar, tudoooo tudoooo é incrível. Ver essa evolução, esse crescimento, esse desenvolvimento é acordar e acreditar que SIM, a vida é MARAVILHOSA e transformadora. Ela me faz perceber todos os dias como é importante mudar e que nossa evolução não é finda. Juju é meu chicletinho e está numa fase de mamãe para tudo o tempo todo. Respiiiiiiiiiiiiro fundo porque muitas vezes até ir ao banheiro para um xixi tranquilo fica complicado.  Também canso. Também quero dormirrrr mtoooooo, também quero ver um filme inteiro, ter uma noite de farra, beber sem me preocupar com a manha seguinte… mas quero muito mais tê-la comigo. São dois anos de agradecimento. Por tudo que passamos e por tudo que nos fortaleceu.

Dois anos de uma estrada chamada maternidade onde o início é o inesperado e o caminho é a descoberta.

Um obrigada a todos que fazem parte dessa história! Obrigada meu amor Rafa por ser esse paizão maravilhoso e por não ter instinto maternal, ou roubaria muitas vezes meu papel de mãe hehehe

Obrigada Juju, por me fazer crer novamente, por me acordar, por ser a jujubinha cantora, por fazer parte dessa história que faz de mim o melhor que posso ser a cada dia!

TE AMO,

beijos, mamãe!!!

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Ãm? Aaaaaa… 2013!

19 dez

Gente, estou em dívida com vocês que sempre acompanham o blog, mas tirei um tempinho pra fechar 2013 com algumas delicadezas que o ano me proporcionou. Então, decidi pontuar essa declaração do SER materno que me toma:

1. 2013. Não começou fácil e ninguém disse que seria, apesar da novela mostrar as mães super arrumadas, em saltos tamanho 15, com maquiagem até no calcanhar e massagistas à disposição.

2. Choradeira. Foi tempo de desmame, escolha da escola, adaptação na escola (minha e dela, mais minha na verdade), volta ao trabalho, adaptação da volta ao trabalho e a incrível capacidade de pensar em mil coisas ao mesmo tempo e esquecê-las em segundos.

3. Ãm? Nunca precisei tanto de uma agenda como preciso hoje. Memória por aqui parece bola de sabão (brinquedo preferido da julinha) aparece linda e quando você vai tocar já sumiu!!!

4. Fase dos dentes. Aquela babaceira, esfrega esfrega, frutinhas geladas, perda de apetite, febre, noites agitadas e agora lá vem a pontinha de cada molar. E você se pega radiante ao ver a evolução da sua cria nem que isso te custe toda paciência do mundo e uma mordida no braço.

5. Aaaaa, as palavras. Aqui em casa tem dias que a Jú parece um papagaio. “Mamãe” até desisto de contar porque não dou conta de acompanhar. Às vezes acho que ela só sabe meu nome. Aí vem o papai, tati, bubi (bruna), bia, vovó, vovô, boboeta (borboleta), auau, tinhamUUUU, cacaco (macaco), beão (leão)… até chegar no famoso “papaiel” (Papai Noel) e outras que só a gente entende.

6. Agora inventou de formar frases (de duas palavras) e cantar. Não, não exite mais nada nesse mundo que seja tão lindo como a voz de uma criança, tão suave quanto seu tom, nem tão irradiante quanto sua delicadeza. Eu fico sem ar.

7. Cheiro. Sim, ela me pede pra dormir em nossa cama toda noite, pontualmente 3h da manhã. Eu levo. Quando não faço isso pra eu dormir mais à la vonté, sinto saudade. Criação com apego, a gente vê por aqui!

8. O primeiro passo. Esse foi eletrizante! Meu Deus como somos ansiosas. Não usei andador e deixei minha filha em seu próprio tempo. Assim como o primeiro homem a pisar na Lua em 69 ganhou repercussão, a Júlia deveria ter o mesmo mérito por ser a primeira criança a pisar no meu coração. Que fique claro que o sentido pisar não é o de machucar, mas toda mãe sabe o tantooooo de aflições que sofremos quando começam a caminhar. São kamikazes.

9. Doces e travessuras. Ela é o doce mais açucarado que você pode imaginar. Ela adora beijos, abraços, mãos dadas, conchinha, colo, rosto colado. No banho faz questão de passar o creme no meu cabelo e só por isso é diversão garantida.

10. Ritmo. Dança de um jeito que abaixo o queixo e viro a cabeça pro lado, só namorando aquele instante. Ela faz a sua dança. Estende os braços, balança o ombro, roda a saia e por fim se abaixa. A música termina e ela se aplaude! Tem dias que não sei quem está mais empolgado. Parecemos artistas e o público somos nós. Eu, papai e Julinha. E tenho certeza que somos o público preferido dela. E eu a fã número 1.

Por fim. Tem mais, bem mais. Mais detalhes, mais saudade, mais gosto, mais cabelo crescendo, mais limites, mais chamego, mais manhas, mais sol, mais música, mais história, mais vontade, mais independência, mais amor.

Eu só posso dizer que ainda não sei o que são noites inteiras de sono. Que dar limites também cansa e que apesar de tudo o que nós, mães, passamos com nossos filhos, na alegria e na doença, nas novidades e surpresas, tudo é recompensado com aqueles olhos brilhantes e cheios de vida ansiosos por nosso colo e um longo passeio no parque, com direito a sorvete de casquinha, melado no cabelo e roupa lambuzada.

De todos os amores esse é o que me toma, sufoca e transborda. E confirmo que a melhor parte da minha história começou a partir de 14.04.2012. A minha verdadeira herança.

Feliz Papaiel!!!!!

vida

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Ansiedade X “curte muito cada momento porque voa”

2 set

Escuto desde a gestação a mesma frase: “curte muito cada momento porque voa”. É tão verdade que eu virei uma daquelas chatas que repete isso para as amigas também. Na verdade, talvez eu nem precisasse ter escutado tanto. Vou contar:

Vejo algumas amigas dizendo que não aproveitaram tanto o primeiro ano de vida do bebê pelas ansiedades que as rodeavam. Ver logo o bebê sentar, engatinhar, comer, andar, falar… Não nego que “falar” sempre foi uma grande expectativa pra mim. Mas quanto ao resto, deixei fluir naturalmente. Nunca fiz questão de acelerar o tempo ou a fase da minha filha pra nos surpreender. Nunca desejei que ela se alimentasse com pedaços grandes de comida antes da hora certa dela. Também não forcei que caminhasse, apesar de algumas pessoas pentelharem com comentários : – nossa, minha filha começou a andar com 10 meses.  –  ela ainda não anda?  – mas você treina ela? blá blá blá…

Sempre fui o exemplo da ansiedade em pessoa. Meus amigos me conhecem e sabem disso. Minha família então… Sempre quis tudo pra ontem. Imagina então quando inventei de fazer pintura em tela! Era tinta a óleo e precisei treinar muito a paciência nesse curso, mas desisti. Pintei só umas 3 telas. A minha professora, já senhorinha, ria de mim com as outras senhoras que também faziam o curso. Sim, eu tinha 20 anos e elas acima de 60 hehehe  (quem não sabe, tinta a óleo demora pelo menos uma semana pra secar e tem que ser feito em partes). Eu adorava me meter nessas coisas. Terminei a faculdade de jornalismo em 2001, já me meti numa pós graduação em gestão de pessoas e em seguida um MBA em Mkt. No meio disso eu trabalhava em dois empregos, vendia chocolate em caixinhas que eu personalizava, brincos que eu produzia e perfumes do Contém 1G, lembram deles? ehehehhe

Pois é! Não conseguia parar e queria ver tudo acontecer. Os anos passaram e com eles muitas dessas vontades. E foquei apenas no profissional. Passaram mais alguns anos…

Aí nasceu minha filha, ou melhor, renasceu a minha vida.

Como já contei por aqui, ela foi direto para UTI Neonatal. E a ansiedade (essa danada que cega muita gente) disparou na minha frente. No primeiro dia, após cessar o efeito da anestesia, voei para a UTI e passei o primeiro dia falando para minha filha: – meu amor, a mamãe te ama muito, estou te esperando aqui e doida pra te abraçar. Força!

no segundo dia repeti: – meu amor, a mamãe te ama muito, estou te esperando aqui e doida pra te abraçar. Força!

Fui para a capela da maternidade orar e pedir saúde ao meu anjinho. Até que me veio uma luz que mudou tudo:

– Rejane, por que você está pedindo para ela ser forte? Tenha calma, ela precisa desse tempo para se fortalecer. Entra nesse tempo com ela e, simplesmente, diga que a ama.

Disparei (não sei como) para a UTI, troquei minhas roupas, lavei a mão, fui até ela e disse:

– meu amor, me perdoa. não precisa ser forte. eu te amo muito e estarei aqui te esperando até você estar prontinha pra ficar com a mamãe.

Aprendi assim, desde o início de seus dias, a não ser ansiosa com minha Júlia. Desde o primeiro momento que a segurei, até hoje, eu amo zelar, cheirar, olhar, apreciar, brincar… E quando alguém me diz que sentirei saudades… eu já tenho certeza disso. Porque amo cada instante, cada mudança, cada desafio e até mesmo suas manhas.

Vou ser para sempre a amiga chata que diz: curte muito porque passa rápido.

Porque passa. Mas eu continuo curtindo, cada vez mais!

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O sonoro “pa-pa-i”

4 jul

Ela chegou antes do prazo, em dia indeterminado, sem avisar. Mudou minha vida, meu rumo, meu mundo e minha intuição agora é toda pra ela. Me apresentou o melhor perfume que eu poderia sentir. Não avisou quando começaria a engatinhar, nem a caminhar e muito menos a falar.

E…como tudo até agora, o sonoro “papai” aconteceu antes do previsto.

Era madrugada para nossos sonos (6h). O sol começava a despontar. Enrolados na coberta naquele dia frio, início de inverno, do nosso quarto escutamos um sonzinho de manha, aquele chorinho de quem quer chamar a atenção e pedir seu mamá. Eu e meu marido, durante uma disputa acirrada para decidir quem iria atendê-la, afinal o frio era congelante, ficamos num: vai amor – vai lá você amor – não não, você – você, por favor – aaaa vai você amooooorrrr…. blá blá blá…

Até que….

Lá do outro quartinho,  cor de chocolate com creme, de dentro de um bercinho branco recheado de cobertas fofas e uma ursinha preguiçosa, ouve-se um lindo e sonoro: PAAAAAAAAAA – PAAAAAAAAAA – IIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!

Sem dúvida, o papai levantou correndo, com o sorrisão estampado e o ego tão inflado que quase não passou pela porta!

Eu sorri baixinho, fiz meu “ownnn” e virei pro lado, dormi mais algumas horas!

Esses presentes que um filho dá, dinheiro nenhum no mundo pode comprar!

E eu amo saber que os valores da minha família são baseados na felicidade do ser, e não do ter!

beijosssss

Escolhendo a escolinha!

26 mar

A pedidos, estou postando sobre a escolha da escolinha da Jú. A adaptação deixarei para o próximo post.

Entre as opções babá, vovó e escola, optei pela escola. Mesmo que escolhesse uma babá, sei q não conseguiria delegar as tarefas, iria continuar chamegando e não conseguiria trabalhar. As avós trabalham. Então, fizemos (eu e meu marido) diversas visitas a algumas escolinhas.

No quesito “método educacional”, seja ele montessori ou clássico, não foi o principal par a nossa decisão. Foi o atendimento, a rotina imposta pela escola, as aulas de música, ballet, esportes, as professoras, a sala de aula e a estrutura do colégio.

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 Então vou citar alguns pontos importantes (muitas vezes despercebidos) ao realizar uma visita:

1. Não marque horário de visita, apareça!

2. Observe a segurança, desde o portão de entrada (visitei escolas com portões abertos de fácil acesso para entrada de estranhos e saída das crianças).

3. A área comum de lazer é bem protegida, sem risco de acidentes graves? (algumas escolas tinham os brinquedos em cima do cimento, nem uma grama, nem artificial… imagina no calor…)

4. Saiba que atividades seu filho terá durante o período que estará lá (visitei uma que a TV ficava ligada o tempo todo e os bbs no bb conforto).

5. Veja se o tipo de adaptação é o melhor para você. Eu fiquei a primeira semana com minha filha. Algumas escolinhas não permitem.

6. Conheça o cardápio da escola (desde os lanches até almoço e janta).

7. Perceba em como seu filho é tratado, inclusive você. Perceber que seu filho gosta das professoras, que elas são atenciosas com ambos (vc e seu filho) te deixa muito mais tranquila.

8. Sinta-se livre para perguntar sobre tudo. No começo eu ligava o tempo todo para saber como a Ju estava e sempre me atendiam com muito carinho.

No começo é difícil, dói pra eles e ainda mais em nós. Mas depois você vai percebendo o desenvolvimento, o relacionamento, as festinhas, teatrinhos… e percebe como é importante para o seu filho e para vc também. Que não há mal nenhum em você trabalhar e ele estar em um local seguro com outros amiguinhos.

Sorte e felicidade pra nós e nossos babys! Se tiverem mais dicas é só postar!!! bjssssss

 

Coisas que NÃO se dizem a uma mãe que…

1 nov

Apesar de nós, mamães, sabermos da delícia e da correria que é, tanto passar o dia cuidando dos filhos ou optar por trabalhar fora, sempre nos deparamos com pessoas cujas frases são incrivelmente inconvenientes. Ri muito com o post do site Potencial Gestante sobre COISAS QUE NÃO SE DIZEM A UMA MÃE QUE TRABALHA FORA E PARA UMA MÃE QUE FICA EM CASA. Decidi repostar aqui, porque ri muito e descontraiu o meu dia! Espero que gostem:

10 coisas que não se dizem a uma mãe que fica em casa

…sempre tem gente pra soltar célebres frases como algumas das mencionadas abaixo.
nos dias de bom humor a gente releva, dá um sorrisinho, faz uma piada.
mas tem dias que dá vontade de responder mais ou menos assim:

    1. “mas você só fica em casa com ele? não trabalha não?”
      é. não trabalho. fico em casa o dia inteiro babando e rolando no chão atrás do meu filho sem fazer mais nada da vida.
    2. ” depois você não vai se sentir frustrada por não ter seguido uma carreira? o que você vai fazer quando eles crescerem?
      chorar compulsivamente até virem os netos. afinal, a única coisa que sei fazer é cuidar de menino e o único jeito possível de se trabalhar é trancafiado em um escritório o dia inteiro.
    3. “você não vai mandar ele pra escola agora não?”
      ué, ele já vai pra escola desde os 3 meses de idade, não sabia? na verdade eu parei de trabalhar só pra me dar umas férias prolongadas e o filho foi um ótimo pretexto pra isso.
    4. “e você não sente saudade de conversar com outros adultos?”
      morro de saudades. afinal, o meu círculo social sempre se resumiu apenas ao meu ambiente de trabalho.
    5. “ah! prefiro trabalhar. melhor que ficar pedindo dinheiro pro marido até pra comprar calcinha.”
      eu também não peço dinheiro pra nada. desde que eu larguei o emprego pra cuidar do filho, ando pelada pela casa e deixo pra usar as poucas roupas que me restaram para sair na rua. coisa que eu faço pouquíssimo também.
    6. “oi, amor. to cansado. trabalhei o dia inteiro. e você, fez alguma coisa hoje?”
       nada, marido. não fiz nadica de nada. to sussa, relax! é como se tivesse passado o dia num spa.
    7. “mas não dá muito trabalho?”
      decida-se. uma hora você acha que eu não faço nada. e agora vem me perguntar se dá trabalho?
    8. “olha, é melhor você arrumar um emprego logo. a gente não sabe o dia de amanhã. e os homens mudam depois que os filhos nascem.”
      por quê? seu marido te largou e você achando que o meu vai fazer o mesmo?
    9. “mas aí seu filho vai ficar muito apegado a você.”
      tá. e você quer o quê? se eu deixar meu filho numa creche e for trabalhar, você vai virar pra mim, falar “tadiiiinho” e dizer que ele vai se apegar mais à professora que a mim.
    10. “coitada de você. deve ser muito solitária.”
      pra falar a verdade, eu nunca tive uma vida social tão ativa desde que o meu filho nasceu. quem me dera se eu pudesse ser um pouco solitária de vez em quando. até porque, com filhos, além da companhia intensa deles, nunca falta gente pra conversar comigo. principalmente gente chata como você.

12 coisas que não se dizem a uma mãe que trabalha fora

o post pode soar meio exagerado, e tudo bem. porque depois que viramos mães, parece que – para os outros – a porta fica aberta para uma enxurrada de comentários e palpites, mesmo que eles nunca tenham sido pedidos, mesmo que sejam sinceros ou com a intenção de agradar ou apenas puxar assunto.
mas quem ouve todos os dias a mesma ladainha acaba por se cansar mesmo.

perguntamos no facebook coisas que não se dizem a uma mãe que trabalha fora.
o resultado – com as melhores respostas – você encontra abaixo:

  1. “ai, eu não sei como você consegue! eu sinto tanta falta dos meus filhos… ”
    hmm… como se eu não enlouquecesse de saudades todos os dias.
  2. “como você fica confortável deixando que outras pessoas criem seus filhos?”
  3. “- você trabalha fora?
    – sim.
    – e ele fica o dia todo na escola?
    – sim.
    – ai, que dó!”
    dó do que, minha filha?
  4. “que pena que você tenha que trabalhar… ”
    algumas pessoas não têm que trabalhar. elas trabalham porque elas querem. simples assim.
  5. “coitado! vai viver doente.”
  6. “mas ela fica no berçário o dia tooooodo?”
    não, minha filha. só enquanto eu tô no trabalho, de 9 às 18h. e vai muito bem, obrigada.
  7. “não tem jeito de você ficar com ele ?”
    você vai pagar minhas contas ?
  8. “assim é fácil colocar filho no mundo, para os outros criarem”.
    arrrrrrh…
  9. “você deve estar com o coração partido”.
    não, estou aliviada de poder sentar, beber água, navegar na internet, ir ao banheiro…
  10. “o pediatra do meu filho falou….”
    tá, se o o pediatra do meu filho ficar com ele , ou pagar as minhas contas, eu prometo deixá-lo longe da escola até os 3 anos recomendados.
  11. “ah, eu quero ficar em casa e ser uma mamãe em tempo integral”
    eu não deixo de ser mãe quando vou ao escritório. eu trabalho e continuo sendo mãe em tempo integral
  12. “como assim o pai que cuida do bebê enquanto você trabalha? não acha que alguma coisa tá invertida?”
    invertida só se for a sua cabeça careta!

10 coisas que não se dizem a uma mãe de bebê

se grávida é bicho doido e você não pode falar o que der na telha, imagine quando vira mãe.
a gente taca o f * e parece que pira de vez.

  1. nossa, mas você é tão novinha!
    defina novinha
  2. dorme a noite inteira?
    ele dorme. eu não.
  3. gente esse daí vai dar um trabaaaaalho!
  4. acho que ele tá com fome!
    ou será que é porque bebê não para de chorar no seu colo e você quer livrar-se dele entregando a mim?
  5. o meu filho nessa idade já fazia muito mais que isso.
    uau, ein? chamem o batman! achamos o menino prodígio!
  6. mas ele tá só no peito? não vai dar nenhum chazinho, aguinha, uma mamadeira à noite pra sustentar?
    não.
  7. esse menino só quer saber de colo o tempo todo. desse jeito vai acostumar mal!
    antes mal acostumado a sentir-se abandonado.
  8. vai ser o namoradinho da minha filha!
    e com seu filho ele não pode namorar não? que pena!
  9. ih, tá soluçando, ó. tá com frio!
    ish! vamos correr para curar esse soluço! ele pode matar o bebê!
  10. me dá esse neném?
    aff.. esse é o pior! vá fazer o seu!

Adorei!!!! Se quiserem ver mais, o post é do POTENCIAL GESTANTE (clica aí que já entra no site), bjsss

 

Preparada?

19 out

Seja bem-vindo João Otávio!

Escuto quase todo mundo dizer que para ter filhos precisa melhorar a situação financeira e, principalmente, estar mais preparado para o papel de pai ou mãe (já pensei assim).

Uma amigona minha, recentemente, descobriu a gravidez! Está uma gestante lindona e brilha como o sol. É uma delícia ouvir as histórias dela e as preocupações atuais (básicas de toda mamãe de primeira viagem).

Ela escreveu sobre a gestação, os preparativos da vida, sensações e como está preparando-se para ser mãe! Olha aí:

Prepare-se

Se você está pensando em engravidar em breve, permita-me um conselho
– e  acostume-se com eles, afinal todo mundo tem uma super dica para
as grávidas: prepare-se.
Prepare-se para os enjôos, seios inchados, cansaço extremo,
esgotamento físico e noites mal dormidas. Prepare-se para as mudanças
repentinas de humor, o choro fácil, a irritação por nada, o riso à
toa, a carência e a vontade de fugir pra uma ilha deserta – tudo isso
no mesmo dia.
Prepare-se para as mudanças na alimentação, para deixar de comer
coisas que ama e amar coisas antes impensáveis. Prepare-se para os
desejos estranhos e para comer as comidas mais gostosas da sua vida:
nada é mais delicioso do que aquilo que você deseja quando grávida.
Prepare-se para sentir um misto de preocupação, medo e angústia, e
por se sentir completamente responsável por alguém que você ainda nem
sabe direito como é. Prepare-se para cuidar e educar uma criança – e
para todo o peso que isso carrega.
Prepare-se para questionar seus valores, criticar outros pais e
descobrir, no minuto seguinte, que você não tem a menor idéia da
“encrenca” que está se metendo. Prepare-se para relembrar sua
infância, entender melhor as preocupações de seus pais e querer fazer
qualquer coisa para cuidar e proteger seu bebê.
Prepare-se para se emocionar. Você vai se emocionar quando ler
“positivo” no exame de gravidez, vai se emocionar no primeiro
ultrassom ao escutar um coraçãozinho muito minúsculo batendo dentro de
você. Vai se emocionar em todos os outros ultrassons sempre que vir o
quanto seu bebezinho cresce. Vai se emocionar quando souber o sexo e
decidir o nome. E em todas essas vezes, você vai chorar.
Prepare-se para ser mimada, muito mimada. Prepare-se para todos os
cuidados –  muitas vezes excessivos – de todos ao redor. Prepare-se
para se descobrir iluminada, e ser ao mesmo tempo mais paciente com as
limitações de quem você ama.
Prepare-se, sobretudo, para um amor que você antes desconhecia
completamente. Prepare-se para amar seu bebê mais do que qualquer
coisa no mundo, para amar mais o pai da criança a cada minuto, para
amar a família que está construindo. Prepare-se para um amor que não
caberá em você.
E, depois de tudo, prepare-se para descobrir, todos os dias, que você
não se preparou o suficiente.

fonte: texto de Jully Fernandes, mãe do João Otávio.

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