Dois anos de uma estrada chamada maternidade onde o início é o inesperado e o caminho é a descoberta.

9 abr

Há dois anos eu estava com uma barriga enorme, completando quase 34 semanas de gestação. Segundo os médicos tudo o que eu sentia era normal. As dores, os chutes, o mal estar, falta de ar, dor no peito… tudo por estar entrando no oitavo mês. “Algumas mães ganham depois de 40 semanas, é assim mesmo, força…” Mas como dizem que nosso instinto não erra, não aguentei, fui para maternidade no dia em que eu completava exatas 34 semanas. E…

Juju nasceu! Fiz uma cesárea de emergência e até agora não consigo lembrar de uma dorzinha que senti no pós parto. A vida dela já me tomava por completo. Nada em mim doía tanto quanto não poder segurá-la, vê-la presas aos fios, soros ou ir para casa sozinha. Quem acompanha esse blog e me conhece, já ouviu/leu essa história. E faço questão de falar que a prematuridade mexe comigo até hoje, mas também sei que isso me fortaleceu além do que eu esperava.

Hoje uma cólica é só uma cólica, não caio de cama. Enxaquecas ou  viroses? Já vomitei por horas e nos intervalos dava de mamar como se nada tivesse acontecido. Picuinhas então… nem se fala! OK ok! Mas é que a maternidade gerou em mim uma força extraordinária. A vontade de lutar, de querer ser um bom exemplo, de me tornar melhor a cada dia, de me fazer acompanhar o canto dos pássaros às 5h da madruga, ver o pôr do sol. Tudo brilha mais agora. Eu nasci para ser mãe.

E, caramba! Fiquei um tempão pensando em como escreveria sobre os dois anos da Juju. E quer saber? É difícil. Não só pelo amor transbordante que me toma, mas porque ela é envolta de mil delicadezas. Sorri inesperadamente com uma doçura incontestável. Seus olhos brilham e iluminam mais do que as estrelas ou a lua cheia. Ela é incrivelmente hipnotizante. O tom do seu cabelo castanho com fios cor de mel, tão liso e tão viradinho nas pontas. Suas mãozinhas oferecem o carinho mais delicado e gostoso que já senti. Enfim, eu não pararia mais de falar todos os detalhes…

Ela já passou por algumas fases, está entrando agora no famoso “terrible two”. E quer saber? Pode entrar! Vem com tudo Juju!!!

Agora, em pleno desenvolvimento, está difícil para ela aceitar uns “nãos”. E quem gosta? Está na fase da manha. Chora fácil, principalmente quando quer algo que não pode ter. Já andou batendo os pés e provavelmente baterá mais algumas vezes. Tudo bem, sou do tipo que deixo a criança extravasar e dane-se quem ficar constrangida por isso. Ela ainda está aprendendo e precisa entender também que pode e DEVE sim colocar pra fora sua frustração.

O mais importante é que nesses dois anos uma das coisas que aprendi foi a desencanar com tantos palpites e criar um recipiente, pequeno, para doses de paciência. No que se refere à educação, rotina, amor, manias, etc… uso uma pequena dosagem de paciência quando tentam me falar como fazer algo totalmente inviável e fora do nosso contexto familiar, ou apenas pra palpitar mesmo porque mal sabe como funciona nossa rotina. Outra coisa que me fez crescer e perceber como meus pais são incríveis. Como eles tiveram paciência, amor e habilidade para me criar. Como souberam me amar. Como, em meio há tantos percalços, eles jamais me deixaram (isso inclui minha irmã) sentir só ou desamparada. Como eu os amo e como esse amor se transformou em mim, para algo muito maior e infinitamente intangível.

Juju trouxe muitas coisas maravilhosas para minha vida, do meu amor Rafa e de nossas famílias. Os avós são um bando de babões amorosos. Ela tem uma sorte incrível de tê-los por perto. E amo saber que ela crescerá sentindo prazer em estar com eles. Isso é um presente divino.

Aaa e esses dois anos, cada palavra nova que a Juju diz, cada soneca gostosa, cada dança, cada demonstração do que gosta ou não, na independência de querer tirar seu tênis sozinha, tentar se vestir, lavar seus cabelos, contar histórinhas de livros, cantar, pedir o que quer, tentar expressar, tudoooo tudoooo é incrível. Ver essa evolução, esse crescimento, esse desenvolvimento é acordar e acreditar que SIM, a vida é MARAVILHOSA e transformadora. Ela me faz perceber todos os dias como é importante mudar e que nossa evolução não é finda. Juju é meu chicletinho e está numa fase de mamãe para tudo o tempo todo. Respiiiiiiiiiiiiro fundo porque muitas vezes até ir ao banheiro para um xixi tranquilo fica complicado.  Também canso. Também quero dormirrrr mtoooooo, também quero ver um filme inteiro, ter uma noite de farra, beber sem me preocupar com a manha seguinte… mas quero muito mais tê-la comigo. São dois anos de agradecimento. Por tudo que passamos e por tudo que nos fortaleceu.

Dois anos de uma estrada chamada maternidade onde o início é o inesperado e o caminho é a descoberta.

Um obrigada a todos que fazem parte dessa história! Obrigada meu amor Rafa por ser esse paizão maravilhoso e por não ter instinto maternal, ou roubaria muitas vezes meu papel de mãe hehehe

Obrigada Juju, por me fazer crer novamente, por me acordar, por ser a jujubinha cantora, por fazer parte dessa história que faz de mim o melhor que posso ser a cada dia!

TE AMO,

beijos, mamãe!!!

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2 Respostas to “Dois anos de uma estrada chamada maternidade onde o início é o inesperado e o caminho é a descoberta.”

  1. Louise Azanha 11 de abril de 2014 às 2:59 #

    Ain Jane, amo seus depoimentos, texto e realidade de vida! Parabéns pela mulher, mãe e menina que você é! A Juju tem sorte da mãe e da família que tem!❤ E eu amo a ideia de fazer parte disso mais longe que perto, mas quando perto vale por meeeeses longe!

    • cheirinhodemae 22 de abril de 2014 às 18:04 #

      Louuu amada! mil beijooos

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